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  • Raphael Ruffato

Notícias da Semana 26/04 a 20/04



EDP Brasil coloca três usinas hidrelétricas à venda.


Esse grande grupo empresarial, no Brasil há mais de 20 anos, um investidor tradicional em hidrelétricas, surpreendeu o mercado ao colocar a venda três usinas dessa fonte à venda. Justificou a decisão por conta da escassez hídrica e pela direção dos seus futuros investimentos em energia solar.


Essa decisão demostra como a energia de fonte hidrelétrica perdeu valor nos últimos anos, passando de fonte limpa preferida para investimento à fonte mais problemática. Essa transformação se deve menos a problemas climáticos do que a regras ruins na nossa legislação, desde restrições ambientais a mecanismos equivocados de comercialização da energia.


Em suma, tem havido uma destruição sistemática de valor da geração hidrelétrica, que os investidores já percebem e alguns já tomam a decisão de se afastar. Uma pena, pois ainda há bons potenciais de ampliação dessa fonte no país, em boas condições ambientais.


ANEEL em briga judicial com vencedora de licitação de transmissão.


A Transnorte Energia, que venceu o direito de construir a linha de transmissão entre Manaus (AM) e Boa Vista (RR), venceu uma disputa judicial com a ANEEL e conseguiu travar o processo de cancelamento da concessão.


Essa empresa ganhou o direito de construir e operar a linha em 2011, sendo que a obra deveria ter terminado em 2015. A obra não saiu por conta de dificuldades de licenciamento ambiental, especialmente por que o traçado da linha passava por território indígena. Com o atraso a ANEEL começou o processo para cancelar o contrato, mas a Transnorte reagiu e entrou na justiça. Liminares para um lado e para outro, e agora as partes buscam uma solução via arbitragem.


A empresa quer construir a linha, mas quer que a ANEEL aumente a remuneração anual da linha para refletir a complexidade do negócio. ANEEL reluta em aumentar essa remuneração por causa das limitações da lei de licitações.


A questão é que sem a linha o abastecimento de energia elétrica para Roraima custa R$ 1,5 bilhão ao ano para os consumidores de todo o país, que arcam com esse custo no subsídio na tarifa. Com a linha, a despesa cairá para um terço do valor, e deixará de ser cobrada para todo mundo.

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